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D.O.R.T / L.E.R
 

As LER / DORT — Lesões por Esforços Repetitivos / Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho — abrangem diversas patologias, sendo as mais conhecidas a tenossinovite, a tendinite e a bursite, entre outras que atingem milhares de trabalhadores.

FORMAS MAIS COMUNS DE D.O.R.T. / L.E.R.:

Tenossinovites: Inflamação dos tecidos sinoviais que envolvem os tendões em sua passagem por túneis osteofibrosos, polias e locais em que a direção da força aplicada é mudada. Esse termo pode ser aplicado aos processos inflamatórios do qualquer etiologia, que acometam esses tecidos, com ou sem degeneração tecidual.

Tenossinovites ou tendinites dos extensores dos dedos: E a inflamação aguda ou crônica dos tendões e bainhas dos músculos extensores dos dedos; É caracterizada por crepitação, calor e rubor locais com dor e impotência funcional.

Dedo em gatilho: É a forma de tendinite dos finos tendões flexores que percorrem a superfície ventral dos dedos, por compressão dos mesmos nos sulcos ósseos por onde passam. Com a inflamação formam-se nódulos (gânglios ou cistos gangliônicos) e estreita-se a polia do movimento, com isso o movimento de flexão - extensão dos dedos se torna difícil o doloroso, até que se ultrapasse o ponto de estrangulamento, quando o movimento é concluído normalmente.

Tenossinovite de De Quervain:
Trata-se de uma fibrose dolorosa na bainha comum dos tendões, é decorrente do espessamento anular do corpo no primeiro compartimento dos extensores, por onde trafegam os dois tendões: abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar. Esses dois tendões têm uma característica anatômica importante, ocorrem dentro da mesma bainha sinovial, quando friccionados, evolui com processo inflamatório local que, com o tempo atinge tecido sinoviais peritendinosos e tecidos próprios dos tendões. Paciente sente dor localizada ao nível da apófise estilóide do rádio acompanhado de impotência funcional do polegar e crepitação nos movimentos do polegar. A nível ocupacional se deve a manutenção, no trabalho, de um desvio ulnar do carpo, juntamente com a necessidade de se fazer força.


Contratura do Dupuytren: Fascite palmar fibrosante que, com a evolução, forma verdadeiros cordões palmaresem direção aos dedos, impedindo a extensão normal dos dedos acometidos. É freqüentemente observada nos dedos dos trabalhadores braçais, sujeitos a microtraumas ou vibração constante.

Tendinite do supra-espinhoso e biciptal: As tendinites das bainhas dos músculos rotadores, principalmente, do tendão supraespinhoso e do tendão biciptal, formam a grande maioria das incapacidades dos tecidos moles em torno da articulação do ombro e são fatores importantes etiologicamente na rotura desse tendão.

Epicondilites: Trata-se da rotura ou estiramento dos pontos de inserção dos músculos flexores e extensores do carpo no cotovelo. Quando acomete o ponto de origem dos flexores temos a epicondilite medial, o quando acomete a origem do extensor radial do carpo, temos a epicondilite lateral. Na epicondilite medial pode haver comprometimento do nervo ulnar. Em ambos os casos os acometimentos é devido à proximidade dos nervos ao epicôndilo.

Síndrome do túnel do carpo: E uma forma bastante comum de LER, decorrente da compressão do nervo mediano, pelo ligamento anular que se encontra muito espessado e enrijecido por fascite deste ligamento. O nervo mediano é responsável pela movimentação do polegar, além de promover sensações do I, Il e Ill dedos. O uso excessivo das estruturas do punho e dedos leva a uma inflamação e edema, resultando na compressão do nervo mediano.

Síndrome do desfiladeiro torácico: É a compressão do plexo braquial (nervos e vasos), em sua passagem pelo desfiladeiro torácico onde há um estreitamento gerando microtraumas, decorrentes de vícios de postura, fatores ocupacionais e elevação do membro superior a mais ou menos 180 graus.

Síndrome da tensão no pescoço (mialgia tensional): É de etiologia Controvertida, porém sabe-se que fadiga muscular localizada, posturaestática e sistema de contração levam a um suprimento ineficiente do oxigênio favorecendo o metabolismo anaeróbico com conseqüente formação do ácido lático. Os sintomas são dores no pescoço o ombro, com rigidez muscular, cefaléia, fraqueza muscular e parestesias, com limitação do movimento, lordose o ombro caído.

Cervicobraquialgia: São quadros que além da dor cervical ocorre irradiação da dor para o membro superior, devido à compressão do feixe neuromuscular ao atravessar os músculos do pescoço edemaciados.

Cistos sinoviais: São decorrentes de degeneração do tecido sinovial, podendo aparecer em articulações, tendões, polias e ligamentos. São tumorações sísticas, únicas ou múltiplas, geralmente indolores, freqüentemente localizadas no dorso do punho.

Bursites: A localização mais importante é no ombro, sendo encontrada também em outras regiões. São decorrentes de um processo inflamatório que acomete as bursas, pequenas bolsas de paredes finas, constituídas de fibras colágenas e revestidas de membrana de membrana sinovial, encontradas em regiões onde os tecidos são submetidos à fricção, geralmente próximas a inserções tendinosas e articulações.
     
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