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O
prepúcio masculino inicia sua formação
na terceira semana de vida intrauterina, quando uma dobra
de pele desenvolve-se a partir da base da glande. Cresce então
no sentido distal e cobre somente o dorso até a formação
da uretra glandar, quando então os dois folhetos irão
se fundir, formando a “freio” balano-prepucial,
em torno da 16 semanas de gestação.
Ao nascimento, e ao longo dos primeiros anos de vida, a grande
maioria dos meninos apresenta a prepúcio exuberante
e aderido à glande (prepúcio não retrátil),
tendo, portanto uma superfície comum, cuja individualização
será progressiva durante o crescimento, podendo estender-se
até a adolescência. Neste período, glande
e prepúcio somente poderão ser separados ao
se exercer uma tração exagerada para baixo,
no sentido da raiz do membro. Qualquer tentativa intempestiva
de separa-los, além da dor, poderá levar à
formação de “anel” fibrótico,
inelástico conhecido por fimose.
A higiene dos genitais masculinos nos primeiros anos de vida
deve-se restringir apenas à parte que pode ser exposta
exercendo-se ligeira tração, sem desconforto
para a criança. Deve-se assim, evitar as tais “massagens”
ou “exercícios” preconizados amplamente
pelos pediatras. Também não se deve retirar
a prepúcio em tenra idade apenas com o objetivo de
“higiene” naquele local naturalmente selado pela
natureza. No caso do menino ter infecções repetidas
(balanopostites) com grande acúmulo de esmegma (secreção
esbranquiçada e malcheirosa própria desta região
quando não higienizada), muitas vezes um descolamento
da pele sob anestesia local tópica é suficiente.
Fimose do recém-nascido, congênita ou fisiológica,
pois todo menino nasce com um certo grau de fimose, cujos
tecidos devem separar-se durante seu crescimento. O uso de
manobras delicadas de exposição da glande, aliado
a medicações tópicas e higiene adequada,
podem descolar a pele mais rapidamente. Não raramente
desfazemos o anel com anestésico tópico e uma
pinça delicada. Observar que o uso de “exercícios“
incorretos ou de forma intempestiva podem formar um anel fibrótico,
irreversível, só tratável pela cirurgia.
Fimose
com anel fibrótico ou fimose inflamatória crônica,
advinda de balanopostites de repetição ou trauma
repetido, pelos “exercícios” deretração
do prepúcio. Aqui a tratamento é exclusivamente
cirúrgico.
A
finalidade do prepúcio parece ser unicamente de manter
a glande, órgão erógeno masculino, protegida
de pequenos traumas e com sua sensibilidade preservada. Deve-se,
sempre que possível, nas cirurgias sobre o prepúcio
(circuncisão ou postectomia) preservar a maior área
possível para proteger o máximo da glande.
Casos específicos como infecções urinárias
na infância, acúmulo de esmegma, infecções
locais repetidas, etc., deve ser avaliada pelo urologista
infantil.
A fimose não é entidade apenas dos meninos.
Não raro nos deparamos no consultório com homens
de idades variadas que apresentam tal alteração.
Pode ser de origem inflamatória por trauma ou má
higiene e ainda, congênito. Na maioria das vezes a tratamento
é cirúrgico, requerendo a retirada do anel fimótica
ou ainda, nos casos de higiene precária, de toda a
prepúcio, deixando a glande sempre exposta (circuncisão).
Podemos citar a Diabetes como uma causa muito com um de fimose
no adulto.
Toda fimose deve ser acompanhada pela urologista e devem ter
o tratamento adequado instituído, conservador (clínico)
ou cirúrgico, até em torno dos 4 anos de idade,
quando então o menino começa a manipular os
genitais, principalmente o pênis, dificultando qualquer
conduta.
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